ENTREVISTA NA TELEVISÃO – VIA SAT

­Pela manhã deste sábado, concedí entrevista, em Porto Velho, na Rede Record Rondônia, Programa Via Sat (apresentado pelos jornalistas Leo Ladeia e Sérgio Melo), onde foram abordados os temas saúde, educação, segurança pública e meio ambiente. Falei ainda do nosso plano de governo e das questões envolvendo a negativa do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sobre meu registro de candidatura.

O jornalista Leo Ladeia iniciou a entrevista com a pergunta “o que falta para a saúde, gestão ou dinheiro?”

Citei a CPMF, que ajudei a derrubar, e provei que com o fim do imposto a saúde nem piorou nem melhorou, como o governo federal dizia que aconteceria.

­Disse ainda que participo dos processos eleitorais de Rondônia desde a época do governador Jorge Teixeira e sempre ouví que a Saúde seria regionalizada, o que nunca aconteceu. Para resolver os problemas da saúde no Estado, é preciso levar um hospital regional para Ariquemes, outro para Ji-Paraná e também para a 429. Precisa acabar definitivamente com a Saúde sendo administrada por pressões externas. Tem que respeitar as categorias profissionais. Nesse sentido, assumí ainda o compromisso que os representantes das categorias ajudarão a escolher o secretário de Saúde em nosso governo.

Quanto ao indeferimento do meu registro, o TRE de Rondônia foi o único que tomou essa decisão, mas tenho bastante confiança que conseguirei o registro com ação junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE); enquanto isso, continuo com a campanha ativamente e que não cansaremos de trabalhar, como prova que a campanha continua, e cada vez mais intensa.

­Ainda sobre o tema da saúde, lembrei que Porto Velho é uma das cidades mais penalizadas hoje e a população mais ainda, com a disputa entre Governo e Prefeitura, que ficam um empurrando para o outro a responsabilidade de dar saúde de qualidade ao povo.

As questões salariais são o reflexo da condição e muitos setores e na educação fica mais evidente hoje em Rondônia. O que deve ser devolvido aos educadores nesse momento é a dignidade, com melhores salários e nunca mais permitir que as cenas de tratar professor com spray de pimenta e cacetete se repitam. Não se trata de revolucionar a educação de Rondônia, mas é preciso governar com humanidade e ouvindo a sociedade. Eu vou ouvir os professores, pais, todos os profissionais envolvidos na educação.

Existem escolas no Estado que ainda não tem uma quadra poliesportiva. É preciso dar condições e nivelar as escolas do Estado. O que acontece muitas vezes é que o dinheiro sai pelo ralo e não chega onde deveria chegar. É preciso ainda investir na qualificação dos servidores. Em alguns estados foi criado um grupo de apoio aos professores, diretores e os demais professores da educação, e é preciso trazer idéias boas como essa para as escolas de Rondônia. E quem tem que fazer isso é o Governo do Estado. Em Rolim de Moura há uma escola que recebeu 400 computadores que estão empilhados, e estragando, por que não foi possível implantar uma sala de informática.

Para que, não só a educação tenha avanços, mas em todos os setores, é preciso colocar os técnicos nas suas funções, já que entende que um governo não é feito apenas por uma pessoa, mas sim pelas pessoas que são capazes e conhecem o seu Estado. Não adianta eu dizer que sei tudo. É preciso ouvir as pessoas que queiram contribuir com o governo. Iremos acabar com indicações políticas para diretor de escola, levando essa indicação à comunidade à qual ele faz parte

No tema Segurança Pública. Da mesma forma que na educação, para a Segurança Pública iremos levar a indicação do comandante á própria corporação, que passará a indicar o nome que irá ser o comandante. Outro ponto que pretendo fazer é implantar modelos de polícia que estão dando certo em outros estados. A polícia comunitária, de Salvador, e a polícia pacificadora, do Estado do Rio, são exemplos citados que podem ser implantados em Rondônia. Sobre o trabalho feito pelas polícias em Rondônia, os policiais muitas vezes trabalham sem ter condições de trabalho e isso precisa mudar. Também como na educação, é preciso qualificação dos profissionais da Segurança. A promoção por tempo de serviço é outro ponto que precisa ser implantado em Rondônia, já que é o único estado do país que ainda não implantou essa promoção do servidor. Considero ainda que as diferenças por classe discriminam e tem que equiparar os policiais militares, já que o trabalho feito por eles é o mesmo.

Sobre o plano habitacional, expus que penso muito nesse setor, que nunca teve atenção do Estado. Para provar isso, citei que em oito anos de existência do Fundo de Investimento em Transporte e Habitação (Fitha) não foi construída uma única casa à população de baixa renda.

Sobre os presídios, considero que são a maior faculdade do crime hoje e isso precisa mudar. A solução, que faz parte do nosso Plano de Governo, é criar presídios industrias e presídios agrícolas no Estado. Para demonstrar que isso é possível ele citei o Frigorífico Bertin, que administra presídios no Estado do Paraná e que buscam couro bovino em Rondônia. Isso faz com que o Estado perca receita, já que o valor só será agregado ao couro no Paraná e não em Rondônia, onde ele foi produzido. Lembrei ainda que hoje o BNDES está de costas para Rondônia e quero que a instituição financeira venha investir em Rondônia e se hoje o país busca grandes investimentos, é por causa de Rondônia, que forneceu condições para que a matriz energética seja ampliada.

Sobre o tema do meio ambiente, é preciso propor políticas diferentes e com sustentabilidade, já que hoje só sabemos o que não se pode fazer na Amazônia. Pelas visão dos ambientalistas, estamos condenados a sermos o lixeiro do mundo. A nós tudo é proibido.

A recuperação das lavouras e pastagens em Rondônia resolve todos os problemas de hoje, o que evitaria mais derrubadas e queimadas. Poderíamos ter uma agricultura muito mais forte, mas pra isso é preciso apoio do Estado. Temos que pensar ainda em Rondônia negociando junto aos países andinos, aproveitando a Estrada do Pacífico. As discussões do código florestal foi outro ponto, e que, ainda não foi aprovado no Congresso Nacional. Sobre a obrigatoriedade do reflorestamento, as áreas já desmatadas foram feitas por outra obrigatoriedade, a do Incra, que criou essa condição para que os migrantes fossem donos das suas terras. Agora, depois que resolvem que tem que replantar não podem multar e se querem que refloreste, é preciso que dêem condições para isso.

Sobre meu vice, Miguel de Souza, é ele quem vai cuidar da parte burocrática e que vai ajudar muito no nosso governo, já que demonstrou em muitas situações que tem capacidade para administrar.

Respondendo às perguntas feitas pela comunidade, abordei sobre a PEC da Transposição dos servidores do ex-Território, que, como disse o jornalista Valmir Miranda, está abandonada. A partir de agora a missão é da União, dos estados e dos municípios. Acredito que a transposição seja feita, para que Rondônia tenha condições de propor uma política salarial melhor para o servidor.

A transposição deve aconteçer ainda em 2010, mesmo que embora o período eleitoral tenha diminuído o ritmo de trabalhos. Com a transposição e as melhorias aos servidores sendo os principais temas tratados pelos telespectadores, encerrei a entrevista falando que o nosso Governo será acima de tudo um Governo democrático e que administraremos com o coração, ainda que não deixe a razão de lado. Quero  estar ao lado povo e onde ele está e daí a importância do nosso vice, Miguel de Souza, que terá grande participação nas questões burocráticas, o que me dará a liberdade para que eu possa ir aonde o povo está e ouvindo as propostas dos rondonienses, como queremos.

Ao final da entrevista, citei um trecho do discurso do ex-governador Jorge Teixeira, dizendo que é mais uma missão a cumprir, para alguns missão difícil, para mim não. Espero que possa superá-las. Sem obstáculos a vida seria insípida. Rondônia se fez de mãos calejadas, de corpos suados e poeirentos do divino trabalho da terra. Não é fruto de doutores, confundem-se todos nessa paisagem humana que se espelha vertiginosamente nessa região chamada Rondônia. Serei o governador que fará de Rondônia um Estado respeitado por todos os brasileiros e por todos os rondonienses. Se instala em primeiro de Janeiro um governo democrático em Rondônia.

3 Responses to ENTREVISTA NA TELEVISÃO – VIA SAT

  1. Célio Menezes disse:

    Gostei das suas idéias para a educação, sou professor estadual também, e já passou do tempo de se ter eleições diretas para diretor de escola. Havia um decreto do Bianco, e quando o atual governo assumiu, o revogou. Diretor não deve ser cabo eleitoral. Deve ter garantia do cargo, para expressar sua opinião sem ser coagido.

  2. J A N I O disse:

    A questão da inconstitucionalidade da Lei Ficha Limpa nunca é abordada no seu ponto fundamental. Todos que querem falar contra a Lei Ficha Limpa, arguindo a sua inconstitucionalidade, ficam presos a um tema menor: ficam olhando apenas para a questão da retroatividade ou se a lei valeria ou não para este ano de 2010. A grande inconstitucionaidade dessa lei, que tem o poder de fazer a lei inteira cair, é arguir a inconstitucionalidade em razão do processo legislativo ter sido corrompido. É porque isso não tem solução, não dá pra corrigir, por isso a lei inteira vai cair no dia em que alguém arguir no STF o processo legislativo corrompido. Vejam as entrelinhas do voto do Ministro Marco Aurélio que perceberão que ele deu a dica, quando disse que aceitar o voto do Versiani seria ferir de morte a lei inteira. Ele não disse isso por causa da retroatividade, afinal o STF corrigiria a questão da retroatividade sem precisar derrubar a lei inteira, e o Marco Aurélio sabe disso. Na verdade, o que faz a lei inteira ser derrubada é arguir a inconstitucionalidade por conta do processo legislativo corrompido. O Senado mudou o destinatário da lei ao acatar a emenda do Dornelles e, com aquela emenda, mudou o destinatário da lei: antes os destinatários eram os que já haviam sido condenados (passado) e com a emenda os destinatáros passaram a ser os que viessem a ser condenados a partir da lei (futuro). Ao mudar o tempo verbal – ao mudar o destinatário da lei – o projeto inteiro deveria ter voltado para nova apreciação da Câmara dos Deputados, mas os senadores forçaram um entendimento de que era uma simples emenda de redação em razão da pressão popular. Aí o grande erro que o Marco Aurélio quis dar a dica.

    espero que leiam meu comentario…!!!…abracos futuro governador

  3. Célio Menezes disse:

    Gostei da citação do Teixeirão, principalmente quando fala da democracia, embora seja um ideal, mas do jeito que o último governador eleito conduziu o Estado,carece RO de uma pitadinha de democracia e respeito para com os servidores públicos. Só o fato de usar chapeu já diz tudo, … não somos um gado, e o governador não é o vaqueiro. Desenvolvimento e bem-estar se faz com educação, e educação se faz com valorização profissional.
    Desenvolvimento do setor produtivo, se faz com investimento em tecnologia, e esta só se consegue com educação.
    Vejo que o caos da saúde pública é decorrente de falta de humanização médica, falta de médicos e demais profissionais da saúde. Solução, cursos de medicina em instituições públicas.
    Somos fornecedores de matéria-prima, a saída para a geração de impostos e de renda é a agregação de valores a estes produtos primários. Para isso, … formação profissional, pesquisa …. EDUCAÇÃO!
    Expedito, quando chegar lá, encampe as idéias do Senador Cristovam quanto educação. Rondônia tem tudo para ser o Estado do futuro, corredor do desenvolvimento e ponto de partido de exportação pelo Pacífico.

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